terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Adeus Companheira...

Ontem finalmente consegui. Depois de muita procura e frustração, achei um comprador pra minha Virago 535. O motivo da venda é justo e talvez por isso eu não tenha relutado tanto em entregá-la ao novo dono.

A Virago foi minha primeira moto e eu estava com ela desde outubro de 2007. Na ocasião, minha esposa e eu decidimos que não precisávamos de dois carros, mas sim de dois veículos, o que nos levou a vender o Palio que ela tinha e usar parte do dinheiro para comprar uma moto. Eu nem tinha carteira ainda, quando a escolhi e acredito que tinha pilotado no máximo umas 2 vezes (cai em 50% dessas vezes) a moto do meu cunhado.

Me lembro como se fosse hoje. Na ocasião eu pilotei uma Falcon, uma CB 500 e a Virago. Acredito que se fosse fazer o teste hoje, como tenho um pouco mais de familiaridade com motos, acabaria optando pela CB 500, mas na época, para quem estava começando a adquirir equilibrio em duas rodas, a Virago foi a escolha perfeita. Forte, bom torque, um ronco intimidador, relativamente economica e principalmente...facil de pilotar. Fiquei encantado com o conjunto fornecido por ela. Percebi depois na estrada que a principal concorrente dela na época, a Shadow 600, não estava a altura.

Viajamos bastante (embora não tanto quanto eu quisesse) com essa moto e ela nos proporcionou muitos momentos de alegria. Fiquei com o capacete que foi personalizado pra combinar com as cores dela (Verde e pérola) e já decidi que, caso eu compre outra moto, vou comprar junto um outro capacete, mantendo o antigo pra ocasioes especiais.

Com a Virago aprendi a ser um motorciclista ao invés de um motoqueiro. Aprendi que se voce andar direito de moto, o perigo de outro motorista cometer uma barbeiragem diminui. Aprendi que na maioria das vezes, o preconceito contra as motos não é preconceito e sim uma observação das bobagens que os motoqueiros fazem nas ruas. Aprendi que, como diz o Valentino Rossi, toda vez que caí ( foram só duas e uma delas parado : )  ) ou quase caí, foi porque ultrapassei o limite.

Cabem agradecimentos a tres pessoas aqui:
1) Fernando psicotécnico. que conseguiu um comprador;
2) Rodrigo, o comprador, que viu as qualidades da minha (dele agora) Virago e também se encantou com ela;
3) Emanuelle, minha esposa, que foi quem comprou a moto pra mim e me incentivou a seguir esse sonho (sempre quis uma moto);

Pra encerrar, correndo o risco de parecer sentimentalista, quero agradecer tb à minha Virago que foi, sem dúvida, a melhor primeira moto que eu poderia desejar.

Adeus companheira...

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

TDC 2010 - Impressões

Compareci ao TDC 2010 em Palhoça, no dia 06/11. O evento foi promovido pela VOffice de Florianópolis, em parceria com a GlobalCode. O evento teve várias trilhas, mas como voces podem imaginar, eu acabei indo na trilha Java (levando tres alunos meus da Assevim que consegui converter).

Diversos temas foram abordados: Ria em JSF, Ginga ( que inclusive me deu uma idéia pra um projeto de pesquisa, caso eu seja aprovado no mestrado ), JPA 2.0, EJB 3.0 e pra não fugir do lugar comum, uma palestra falava sobre o Futuro do Java.

Até aí tudo bem...afinal virou moda falar sobre o que a Oracle vai fazer ou deixar de fazer no "ecossistema Java". O que me chamou a atenção foi que a palestra foi ministrada pelo Bruno Souza (o Javaman). Logicamente eu já havia ouvido falar dele, lido diversos artigos escritos por ele e conhecia seu trabalho junto a Sun, mas nunca havia comparecido em uma palestra proferida pelo mesmo. Bruno falou com extrema propriedade sobre diversos temas recentes da plataforma Java, como por exemplo a aquisição da Oracle, o processo contra o Google e o futuro do Java. Acredito que as informações dele tranquilizaram o pessoal presente e elucidaram diversos fatos que não estavam muito claros. O Javaman toma o cuidado de sempre destacar a importância do software livre, fato que acho extremamente positivo. De qualquer maneira, saí de lá com a impressão de que os desenvolvedores Java ainda verão muitas coisas boas na plataforma.

Mas de todo o evento, o que mais me chamou a atenção foi outra coisa...foi o carinho que todos os presentes lá (num sábado de sol, com mais de 40 praias próximas) mostraram pela plataforma Java. Não vi em nenhuma palestra o símbolo da Oracle e duvido que isso tenha acontecido devido à falta de cuidado dos palestrantes. Todos, sem excecao, utilizavam o símbolo do Java e da própria Sun.

Talvez esse tipo de atitude demonstre um saudosismo meio sem finalidade prática, especialmente quando se fala em profissionais que trabalham com tecnologias de ponta, mas eu sou obrigado a confessar que compartilho do mesmo sentimento.